Gassho é uma palavra japonesa que significa "duas mãos juntas". Esta posição é conhecida no Ocidente como posição de oração. Nas práticas do Reiki, consiste em colocar as mãos com as palmas unidas, junto ao chakra do coração, com os polegares a tocarem o centro do peito, duma forma relaxada e com os olhos fechados. Antes de começar um tratamento, o praticante concentra a atenção no ponto onde ambos os dedos médios se tocam para ajudar a esquecer o mundo que o rodeia e servir de "fio condutor' da energia.

 
       Os Princípios do Reiki são ditos mentalmente e fazem-se ecoar por todo o corpo: Só por hoje não me irrito, não me preocupo, sou grato, trabalho honestamente e sou bondoso para todos os seres.

    Na meditação gassho podemos ouvir tudo o que se passa à nossa volta, todos os ruídos; tudo faz parte da meditação, incluindo os nossos próprios pensamentos; não os rejeitando ou julgando mas aceitando-os e observando-os como parte do processo da meditação. Se por acaso, em algum instante, nos distraímos da meditação, voltamos à focalização do contacto dos dedos médios, da mesma forma como começámos, não com um sentimento de obrigação mas de extrema gratidão. Deve-se respirar sempre duma forma relaxada e natural, não sendo necessário qualquer técnica específica, mas mantendo as costas direitas. Se quiser, coloque a ponta da língua no palato mole. Esta colocação da língua não é necessária mas é seguida em algumas tradições como coadjuvante do processo. Se os braços ficarem pesados, deixe as mãos repousarem suavemente sobre o colo, mantendo a união dos dois dedos médios. Várias coisas podem acontecer durante a meditação: as mãos podem ficar muitos quentes, assim como a coluna vertebral, ou podem ser sentidas diversos tons de plasma com os olhos fechados, nas mais diversas cores. Quando terminar mantenha-se alguns minutos no seu estado natural.

    Frank Aljava Petter no seu seminário sobre Técnicas Japonesas de Reiki realizado em Agosto de 2001 em Lisboa, explicava assim a meditação gassho: "Se muitos pensamentos surgirem durante a meditação, observamo-los como se estivéssemos a ver televisão ou a observar um pássaro a voar; não é necessário tentar parar de pensar, porque não se consegue parar de pensar, o pensamento pode parar sozinho mas nós não conseguimos parar de pensar, por isso, ficamos como simples observadores do pensamento. Depois, deixamos os pensamentos virem e irem, virem e irem como se fossem macaquinhos que saltam de árvore para árvore. Deixamo-nos ficar no momento presente, ficamos atentos a tudo o que se passa à nossa volta e fica muito claro que nós não somos o pensamento, mas outra coisa diferente dos pensamentos e é precisamente essa outra coisa que a meditação gassho preconiza dar a conhecer ao praticante da mesma."